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“Desagradavelmente surpreendidos”

“Ficámos desagradavelmente surpreendidos por este desprezo que foi manifestado pela comunidade do PN”, referiu José Moreno

http://www.vimeo.com/41480396

A Câmara Municipal de Loures assumiu, no dia 2 de Maio a gestão urbana da sua parcela de território, do PN. Este decisão soube-se por um comunicado divulgado dois dias antes. Para a Associação de Moradores e Comerciantes do PN trata-se de uma apressada e incompreensível decisão tomada a algumas semanas de serem votados, na AR, projectos que prevêem a criação de uma freguesia única no Parque das Nações. Fica a reacção do presidente da AMCPN, José Moreno face a esta questão, que mais uma vez, vem alertar  que “a extinção da Parque Expo – Gestão Urbana, ou GEURBANA, só deveria acontecer após a entrada em exercício dos Órgãos da futura freguesia, para que a gestão urbana do espaço fosse efectuada com tranquilidade e não desta forma atabalhoada, com total desprezo pelos mais elementares interesses da comunidade.”

Comunicado da Parque Expo e da Câmara Municipal de Loures

Câmara Municipal de Loures assume gestão urbana do Parque das Nações

A partir de 2 de maio, a Câmara Municipal de Loures assume a gestão urbana do Parque das Nações, no território correspondente ao concelho de Loures, nas áreas da limpeza urbana (lavagem e varrição de espaços públicos), manutenção, conservação e limpeza de mobiliário urbano, arte pública e instalações sanitárias.

Tem assim inicio o período de transição, que se prolongará até 30 de junho, data em que de acordo com o plano da Parque EXPO estará concluído o processo de transferência da gestão urbana do território do Parque das Nações para os municípios.

Dando cumprimento às orientações do Governo, está assim em curso, o desenvolvimento conjunto e implementação de um plano de ação que assegure a transição da globalidade das atividades de gestão urbana e a sua continuidade dentro de padrões de qualidade idênticos aos atuais.

No momento associado ao encerramento da atividade da Parque EXPO Gestão Urbana do Parque das Nações e transferência das suas competências territoriais para o município de Loures, reitera-se o compromisso conjunto de assegurar a transição harmoniosa da gestão integrada do espaço público e das infraestruturas técnicas do Parque das Nações.

A Câmara Municipal de Loures tudo fará para preservar a forte identidade deste espaço, tendo sempre em consideração a qualidade urbana, a modernidade, o conforto e o ambiente.

Caso pretenda entrar em contacto com a Câmara Municipal de Loures, poderá fazê-lo através do email geral@cm-loures.pt ou do site www.aminharua.pt

Data: 03/05/2012

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Comentários

  • Morador e Trabalhador

    Mais uma vez puseram o carro à frente dos bois, em vez de se manter a GEURBANA até existir decisão da AR quanto ao futuro administrativo desta zona “ocupada” pelas freguesias circundantes. Se como tudo indica for integrado no concelho de Lisboa, daqui a cerca de um ano, volta-se a inverter a situação trocando outra vez os serviços municipais?  
    Será que a Srª Ministra Assunção Cristas e o Sr Secretário de Estado Paulo Júlio, estão cientes deste clamoroso erro gerado pelas suas instruções à administração da Parque Expo?
    A vender os tão propalados pavilhões de Portugal e o Atlântico, não conseguem atingir os seus objetivos e corta-se como habitual nos serviços aos cidadãos? Bestial ou Bestiário?  

  • Vasco

    A cidade de Lisboa, como tantas outras, tem sofrido alterações do seu limite geográfico em vários momentos da sua história dependendo das características, das gentes e das realidades sociais nesses períodos em questão.Por exemplo Lisboa chegou a ser município desde Sobral de Monte Agraço até Cascais. Será de reclamar esse território de volta?
    Vem isto a propósito da argumentação utilizada por algumas pessoas que contrapõem o desejo legítimo da população do Parque das Nações à criação de uma única freguesia no território imaginado, criado e “vendido” como um todo.
    Ninguém é dono de nada nesta matéria muito menos quem por eleição tem ou deve ter como missão zelar pelos interesses da população envolvida. Sobre isso tenho a convicção de que ninguém vai a Moscavide Sul ou a Sacavem ribeirinha, todos dizem “Vou ao Parque das Nações” ou até e ainda, vou “à Expo”. Antes dizia-se, vou à lixeira; vou ao matador ou mesmo a uma instalação militar, todas num espaço sob a tutela da A.G.P.L.
    Mas o que me indigna é o facto de alguém, que se propôs a ser o zelador por uma região com gente dentro, e para o que foi eleito, vociferar as bestealidades e mal criadices que tem deitado boca fora, não tendo dois dedos de testa para perceber que não é dono de nada e que está a faltar ao respeito de pessoas que não são da sua família ou relações, apenas por uma atitude de marcação territorial. Veja-se os calotes que acumula e a quem entrega alguns cargos.
    Quanto aos que apelida de fascistas e ricos, de forma baixa e rasca, o que só deixa transparecer o seu nível, formação, educação e objectivos, esses são os que têm como todos os portugueses, as suas contribuições, IMI, Taxas, licenças, serviços municipalizados etc. pagas a tempo e horas e que portanto nada devem. Será que poderá dizer o mesmo da sua gestão?
    Da parte deste senhor nada veio de proveito ao Parque das Nações, nada construiu nada sondou em matéria de necessidades junto dos que lá moram, trabalham ou têm o seu negócio, nem a escola pública iniciou, tal como não virá uma boa solução de transporte público, de centro de saúde, só para referir alguns aspectos.
    Em contrapartida podemos ter a certeza que acrescentará desigualdade no seio desta comunidade, ou seja, não será difícil perceber o que acontecerá a um espaço imaginado como um todo quando for gerido por cinco autarquias, as duas câmaras e as três juntas de freguesia, agora com orientações políticas semelhantes mas que de futuro ninguém pode garantir que não sejam todas de cor diversa entre si.
    E um cenário assim não é promissor, comprova-o o mau exemplo a que estamos já a assistir.